Senado segue Câmara, derruba decretos do IOF e aprofunda crise no governo Lula

Mesmo após semanas de articulação e apelos de ministros, o Congresso ignorou o Planalto e sepultou os decretos do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Derrota retumbante para Lula. Sem alarde, o Senado aprovou a derrubada em votação simbólica. Nem se deram ao trabalho de contar votos. Já sabiam que o governo perderia. Apesar dos esforços de Jaques Wagner, que chamou a votação de “traumática”, o Senado apenas confirmou o recado já dado pela Câmara, acabou a lua de mel.

Desde cedo, Alcolumbre e Hugo Motta ajustaram os ponteiros. Pautaram o texto sem aviso, ignorando Gleisi, Guimarães e o resto da tropa governista. Governistas ficaram sabendo da votação pelas redes sociais. A base aliada parece mais um grupo do WhatsApp silenciado, ninguém lê, ninguém responde. Lindbergh Farias se desesperou no plenário. Gritou que o decreto não exorbita nada. Exorbita sim da paciência do Congresso com o governo.

Nos bastidores, Motta avisou que o Planalto não manda mais aqui. O Congresso está cansado de ser ignorado e agora cobra com juros e correção. Declarações vazias, como a de Gleisi no X, não colaram. Ela dizia que não havia base jurídica para o Projeto de Decreto Legislativo (PDL), o Congresso mostrou que há base política. Fatos como os ataques do governo sobre os vetos da conta de luz só aumentaram a tensão. Parlamentares cansaram de levar a culpa sozinhos.

Alcolumbre reagiu duro e chamou de levianos os ataques contra o Congresso e exigiu respeito. O Senado não é puxadinho de gabinete, disse. No total, os decretos de Lula aumentariam IOF em remessas e cartões. A arrecadação esperada era de até R$ 40 bilhões. Agora, virou pó. Com a queda, as alíquotas voltam ao patamar de 22 de maio. Cartões internacionais, de 3,5% para 3,38%. Remessas caem de 1,1% para 0,38%.

No desespero, Haddad tentou lançar um novo pacote, taxação de apostas, bancos e até LCI e LCA. Antes de chegar, já era alvo de críticas pesadas. Entre reuniões, líderes da base tentam apagar incêndios, mas o Congresso já está em chamas e o governo, cada vez mais cercado. Para 2026, o cenário está montado, Lula enfraquecido, oposição fortalecida e o Legislativo disposto a ditar as regras do jogo. Se continuar assim, o que exorbita não é o decreto, é a incapacidade do governo de governar. O Congresso cansou de brincar de escanteio.

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