Infecções respiratórias disparam no Brasil e acendem alerta para hospitais e autoridades

Casos graves de infecções respiratórias seguem em alta no Brasil, segundo boletim divulgado pela Fiocruz nesta sexta-feira (13). A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresenta crescimento em praticamente todo o país, com exceção do Tocantins, evidenciando pressão sobre sistemas de saúde e atenção redobrada para crianças e idosos.

Levantamento do InfoGripe aponta que 12 estados estão em níveis de alerta, risco ou alto risco, incluindo Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia, Roraima, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Ceará e Sergipe. O crescimento dos casos graves está associado, principalmente, à circulação intensa do rinovírus, especialmente entre crianças de 2 a 14 anos.

Além do rinovírus, outros vírus contribuem para o aumento das hospitalizações. A influenza A representa 20,8% das infecções positivas, com maior impacto no Norte e Nordeste, enquanto o SARS-CoV-2 (COVID-19) corresponde a 15,8% e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) a 13,5%. Esses agentes reforçam a necessidade de monitoramento constante das unidades de saúde.

Entre as capitais, 15 das 27 apresentam tendência de crescimento da SRAG nas últimas seis semanas. Cidades como Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife e São Luís registram aumento de casos, o que acende alerta para equipes médicas e gestores públicos, principalmente para a atenção de crianças e adolescentes.

Casos de SRAG associados à COVID-19 apresentam leve crescimento em estados como São Paulo e Rio de Janeiro, porém ainda em níveis baixos, sem impacto significativo nas internações hospitalares. Especialistas destacam que a combinação de vírus respiratórios, especialmente o rinovírus e a influenza A, contribui para sobrecarga parcial de hospitais em regiões mais afetadas.

Autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação, da higiene respiratória e do acompanhamento médico imediato em caso de sintomas graves. O aumento expressivo de infecções respiratórias evidencia a necessidade de atenção contínua, principalmente para públicos vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com comorbidades.

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