
Críticas ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, foram feitas pelo deputado estadual Leandro de Jesus e pelo ex-deputado Soldado Prisco após novas informações envolvendo o programa Credcesta e o Banco Master.
Debate ganhou força depois da possibilidade de Rui Costa ser convocado pelo Congresso Nacional para prestar esclarecimentos sobre reuniões que teria mantido com representantes do banco e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar de temas ligados ao setor financeiro.
Questionamento também envolve um decreto publicado durante o período em que Rui Costa governou a Bahia. A medida proibiu a portabilidade do crédito consignado vinculado ao programa Credcesta, garantindo exclusividade de parte da margem consignável dos servidores públicos.
Reportagem divulgada pelo portal UOL apontou que o sistema operava com juros rotativos próximos de 6% ao mês e baixo risco de inadimplência, já que os valores eram descontados diretamente na folha de pagamento dos servidores. O modelo previa ainda exclusividade de até 30% da margem consignável por um período de até 15 anos.
Críticas feitas por Leandro de Jesus destacam que o silêncio do ministro levanta dúvidas sobre o funcionamento do sistema. Segundo o parlamentar, Rui Costa precisa explicar por que o decreto manteve um modelo que, na avaliação dele, favorecia apenas uma instituição financeira.
Declarações semelhantes foram feitas por Soldado Prisco, que afirmou que a sociedade baiana precisa de respostas. Para ele, o tema envolve diretamente recursos vinculados aos servidores públicos e merece esclarecimentos detalhados por parte do ex-governador.
Discussão sobre o Credcesta também já chegou à Justiça. Leandro de Jesus e Soldado Prisco, em conjunto com a ASPRA, ingressaram com ações judiciais pedindo a suspensão dos descontos realizados no programa.
Investigações envolvendo o Banco Master e sua posterior liquidação pelo Banco Central do Brasil reacenderam o debate sobre a legalidade do modelo adotado na Bahia, levando a associação a voltar a acionar a Justiça para questionar o funcionamento do sistema.