
Movimento nacional de caminhoneiros ganha força e ameaça paralisar atividades em todo o Brasil, em meio à alta do diesel e à insatisfação com medidas do governo federal que, segundo a categoria, não reduziram o custo do combustível nas estradas.
Articulação envolve motoristas autônomos e empregados do setor de transporte. Liderança do movimento, Wallace Landim afirmou que a categoria já decidiu pela paralisação, mas ainda busca definir uma data para ampliar a adesão em diferentes estados.
Pressão aumentou após anúncio do pacote do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que previa redução de tributos sobre o diesel. Medida, no entanto, perdeu efeito após reajuste aplicado pela Petrobras nas refinarias.
Reajuste de R$ 0,38 por litro gerou reação imediata da categoria, que afirma não ter visto impacto positivo nas bombas. Caminhoneiros alegam que o aumento anulou qualquer benefício fiscal anunciado dias antes pelo governo.
Reivindicações incluem cumprimento da tabela mínima de frete e isenção de pedágio para veículos sem carga. Categoria também cobra mais fiscalização por parte da ANTT, responsável por garantir o cumprimento das regras do setor.
Mobilização já conta com apoio de entidades em estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Distrito Federal. Segundo lideranças, a paralisação pode ocorrer a qualquer momento caso não haja avanço nas negociações.
Impacto de uma possível greve preocupa o governo, que acompanha o cenário e mantém diálogo com representantes da categoria. Crise ocorre em meio à alta internacional do petróleo, influenciada por tensões no Oriente Médio.
Risco de paralisação reacende lembranças da greve de 2018 e pode afetar diretamente o abastecimento, a economia e o transporte de mercadorias em todo o país nos próximos dias.