
Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgado nesta quarta-feira (25) revela aumento preocupante da iniciação sexual precoce entre adolescentes na Bahia. Dados mostram que, mesmo com queda geral na atividade sexual, mais jovens estão começando antes dos 13 anos.
Crescimento aparece entre adolescentes que já tiveram relações sexuais. Na Bahia, 41,2% afirmaram ter iniciado a vida sexual antes dos 13 anos. Número supera os 39,6% registrados em 2019 e indica avanço da precocidade, mesmo com redução no total de jovens sexualmente ativos.
Situação é ainda mais intensa em Salvador. Capital baiana registrou 42,5% dos estudantes com início precoce, acima dos 36,3% de cinco anos atrás. Com isso, a cidade ocupa a quarta posição entre as capitais com maior incidência desse tipo de comportamento.
Contraste chama atenção nos números gerais. Percentual de adolescentes entre 13 e 17 anos que já iniciaram a vida sexual caiu no estado, passando de 35% para 30,8%. Em Salvador, redução foi de 39,9% para 31,3%, indicando mudança no comportamento geral, mas avanço da precocidade.
Análise também mostra diferenças entre perfis. Entre meninos, 37,1% já tiveram relações, enquanto entre meninas o índice é de 25%. Dados reforçam que a iniciação sexual ainda é mais comum no público masculino dentro dessa faixa etária.
Desigualdade aparece com força entre redes de ensino. Estudantes da rede pública registram 33,1% de iniciação sexual, contra 17,2% na rede privada. Especialistas apontam que fatores sociais, acesso à informação e contexto familiar influenciam diretamente esses números.
Especialistas alertam para os riscos associados à iniciação precoce. Falta de orientação adequada pode aumentar vulnerabilidade a doenças, gravidez não planejada e impactos emocionais. Tema reforça a importância de políticas públicas voltadas à educação sexual e apoio às famílias.