
Inicialmente, a Polícia Civil confirmou, por meio de exame de DNA, que a ossada humana encontrada em Brumado pertence a Joilson Silva dos Santos, de 48 anos, que estava desaparecido havia quase um ano. Os restos mortais foram localizados em 24 de outubro do ano passado. Segundo informações repassadas à família, a investigação aponta que ele foi vítima de homicídio cometido com o uso de arma de fogo. Diante da confirmação, parentes passaram a cobrar rapidez na identificação e punição dos responsáveis pelo crime.
Enquanto aguardava notícias sobre o paradeiro do irmão, a dona de casa Joelsa Silva dos Santos, moradora do Bairro Brisas, recebeu uma ligação da Polícia Civil na última segunda-feira informando o resultado do exame pericial. Ela contou que foi orientada a providenciar um veículo funerário para realizar o sepultamento da ossada. O resultado encerrou meses de incerteza sobre o desaparecimento de Joilson, mas abriu espaço para um novo capítulo marcado pela busca por justiça e esclarecimentos.
Abalada, Joelsa afirmou que os investigadores informaram que Joilson foi assassinado e que a morte teria sido provocada por disparos de arma de fogo. Indignada, ela classificou o crime como um ato de extrema crueldade e disse que a família não pretende deixar o caso cair no esquecimento. Segundo a irmã da vítima, a dor provocada pela confirmação da morte é irreparável, mas a expectativa é que o trabalho policial avance até identificar e responsabilizar todos os envolvidos no homicídio.
Na terça-feira (7), Joelsa esteve na Delegacia Territorial de Brumado para acompanhar o andamento das investigações e solicitar informações sobre o caso. Ela afirmou que pretende acompanhar de perto cada etapa da apuração até que os autores sejam identificados. A familiar reforçou que espera uma resposta das autoridades e garantiu que continuará cobrando providências para que o assassinato do irmão seja completamente esclarecido e levado à Justiça.
Antes de desaparecer, Joilson Silva dos Santos enfrentava problemas familiares e havia passado a viver nas proximidades da antiga Cesta do Povo, em Brumado. De acordo com relatos da família, ele costumava passar os dias pelas ruas da cidade e fazia contato com os parentes apenas de forma esporádica. Aos 48 anos, Joilson era dependente químico. As circunstâncias do homicídio ainda são investigadas pela Polícia Civil, que busca esclarecer a dinâmica do crime e identificar os responsáveis.