
Durante uma publicação nas redes sociais, o pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), criticou a entrega da BA-649, conhecida como Rodovia da Gabriela, inaugurada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) na última sexta-feira (3). O ex-prefeito de Salvador afirmou que a obra foi entregue incompleta e divulgou imagens que, segundo ele, mostram trechos com asfalto inacabado e problemas na infraestrutura da rodovia que liga os municípios de Itabuna e Ilhéus.
Segundo ACM Neto, a inauguração faz parte de uma estratégia do governo estadual para promover obras em período pré-eleitoral antes da conclusão dos serviços. Em vídeo publicado nas redes sociais, o político afirmou que a população não pode ser enganada por entregas que, na avaliação dele, ainda apresentam falhas. O pré-candidato questionou o estado da rodovia e disse que uma obra recém-inaugurada não deveria apresentar sinais de inacabamento.
Criada para funcionar como uma alternativa à BR-415, a Rodovia da Gabriela foi anunciada em 2021, durante a gestão do então governador Rui Costa. Na ocasião, o investimento previsto era de R$ 141 milhões, incluindo a construção de quatro pontes sobre o Rio Cachoeira e um viaduto sobre a rodovia federal. Posteriormente, o Governo da Bahia atualizou o orçamento para R$ 196 milhões e informou que a conclusão da obra ocorreria em janeiro de 2024.
Entretanto, o cronograma inicial não foi cumprido. Em março de 2023, o governo informou que cerca de 32% da obra havia sido executada. Já em janeiro de 2024, quando a entrega estava prevista, o percentual de execução chegou a 60%, levando o Estado a adiar a conclusão para o segundo semestre daquele ano. A inauguração ocorreu apenas em 3 de julho de 2026 e foi apresentada pelo governo como a primeira etapa do novo sistema viário.
Enquanto ACM Neto sustenta que a rodovia foi entregue sem estar totalmente concluída, o Governo da Bahia inaugurou a BA-649 como parte das intervenções previstas para melhorar a mobilidade entre Itabuna e Ilhéus. Até o momento, o texto divulgado pelo pré-candidato destaca as críticas à execução da obra e ao atraso no cronograma inicialmente anunciado, enquanto o governo mantém a entrega como parte do avanço do projeto de infraestrutura na região.