
Representantes dos caminhoneiros ameaçaram deflagrar uma greve nacional caso o Senado não vote a Medida Provisória (MP) 1.343/2026 antes do fim de sua vigência. O aviso foi feito durante reunião realizada na quinta-feira (9), em meio à mobilização da categoria para garantir a continuidade das mudanças propostas para a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. A proposta ainda depende da aprovação do Congresso Nacional.
A medida provisória altera regras do transporte rodoviário de cargas e reforça mecanismos de fiscalização do piso mínimo do frete. Entre as mudanças previstas estão a obrigatoriedade do cadastramento das operações de transporte, a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e novas medidas para assegurar o cumprimento da tabela de fretes. Segundo o governo federal, as alterações buscam ampliar a proteção aos transportadores e reduzir práticas de concorrência desleal no setor.
Durante o encontro, representantes da categoria cobraram que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), coloque a proposta em votação antes do prazo final. Um dos líderes do movimento afirmou que uma eventual paralisação poderá ocorrer caso a matéria não seja apreciada pelos senadores. A declaração reforça a pressão sobre o Congresso para que a MP seja analisada antes de perder a validade.
Caso a medida provisória expire sem aprovação, as mudanças deixarão de produzir efeitos, conforme prevê a legislação. A possibilidade preocupa entidades do setor de transporte, que acompanham a tramitação da proposta. Uma eventual greve nacional de caminhoneiros também pode provocar impactos na logística do país, afetando o transporte de combustíveis, alimentos, medicamentos e outros produtos distribuídos por rodovias.