
A Bahia registrou um aumento de 152,5% nos casos prováveis de chikungunya em 2026, segundo dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). Entre 4 de janeiro e 6 de julho, foram contabilizados 4.577 casos da doença, contra 1.813 no mesmo período do ano passado. O avanço da arbovirose também resultou na confirmação de uma morte e ampliou o alerta para a circulação do vírus em diversas regiões do estado.
Conforme o boletim epidemiológico da Sesab, a doença já foi notificada em 156 municípios baianos. Nove cidades apresentam alta intensidade de transmissão, com incidência superior a 100 casos por 100 mil habitantes. Alagoinhas lidera o ranking estadual, com taxa de 1.658,85 casos por 100 mil habitantes. Também figuram entre os municípios com maior incidência Muritiba, Aramari, Queimadas, Pedrão, Teodoro Sampaio, Rio Real, Esplanada e Teixeira de Freitas.
Transmitida pela fêmea do mosquito Aedes aegypti, a chikungunya provoca febre alta de início súbito, dores intensas nas articulações, dores musculares, dor de cabeça, manchas vermelhas na pele, além de náuseas e vômitos. Embora a maioria dos pacientes apresente recuperação, a infecção pode evoluir para complicações graves, como encefalite e síndrome de Guillain-Barré, além de representar risco de transmissão da mãe para o bebê durante o parto.
Diante do aumento dos casos, as autoridades de saúde reforçam a importância de procurar atendimento médico logo nos primeiros sintomas. O diagnóstico é realizado por avaliação clínica e exames laboratoriais disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Como não existe medicamento específico para eliminar o vírus, o tratamento consiste em hidratação, repouso, controle da dor e acompanhamento médico. A eliminação de recipientes com água parada continua sendo a principal medida para impedir a proliferação do Aedes aegypti e reduzir a transmissão da doença.