
Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticaram a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 90 dias as visitas do parlamentar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A medida foi adotada após Flávio ler, em público, uma carta escrita por Bolsonaro. Integrantes da oposição compararam o caso às cartas enviadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o período em que esteve preso, entre 2018 e 2020.
Enquanto cumpria pena na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, Lula escreveu mensagens destinadas a apoiadores, lideranças do PT, familiares e aliados políticos. Em 2019, o Instituto Lula reuniu parte desse material na publicação “Mensagens de Lula do cárcere: 1 ano de prisão em 22 bilhetes emocionantes”. As cartas foram divulgadas em atos públicos e também nas redes sociais por apoiadores do então ex-presidente.
Nesta segunda-feira (13), o senador Sergio Moro (União Brasil-PR), responsável pela ordem de prisão de Lula quando atuava como juiz da Operação Lava Jato, afirmou na rede social X que nunca cogitou restringir o direito de visitas ou de correspondências do petista. Jair Bolsonaro cumpre prisão após condenação do STF por comandar a tentativa de golpe de Estado relacionada aos atos de 8 de janeiro. A decisão de Alexandre de Moraes também proibiu o ex-presidente de utilizar redes sociais, medida que antecedeu o cumprimento da prisão domiciliar.