
A família de um morador de Caculé denunciou a demora no acesso ao tratamento de um paciente diagnosticado com câncer de esôfago e cobrou providências do Governo da Bahia. Segundo os familiares, Eustogio Batista Lisboa aguarda desde março por uma vaga para iniciar o tratamento oncológico pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Enquanto espera pelo atendimento, o quadro clínico do paciente, conforme relato da família, tem se agravado.
Após a realização de exames, biópsia e consultas médicas, a expectativa era de que o tratamento fosse iniciado dentro do prazo previsto na legislação. No entanto, de acordo com a carta de repúdio divulgada pelos familiares, a falta de vagas na rede pública impediu o início da assistência especializada. A denúncia afirma que a demora compromete as chances de recuperação e aumenta o sofrimento do paciente.
Conforme o relato da família, Eustogio perdeu peso de forma significativa, enfrenta dificuldades para se alimentar e engolir, sofre com dores intensas e apresenta redução da força física. Os familiares também informam que ele passou a ter problemas de visão nos últimos dias. Diante da situação, moradores de Caculé manifestaram solidariedade e reforçaram as cobranças por agilidade no atendimento aos pacientes que dependem exclusivamente do SUS.
Enquanto aguarda uma resposta das autoridades, a família pede a intervenção do Governo da Bahia, da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), do Ministério da Saúde e dos demais órgãos responsáveis pela assistência oncológica. Em nota, os familiares afirmam que “o câncer não espera” e defendem a adoção de medidas urgentes para garantir o tratamento de Eustogio Batista Lisboa e reduzir o tempo de espera enfrentado por outros pacientes na mesma situação.