
A advogada Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos, assassinada a tiros na madrugada de sábado (25), em Itororó, teria sido vítima de um esquema de extorsão antes do homicídio. Segundo as investigações da Polícia Civil, a família da vítima vinha sofrendo ameaças de um grupo criminoso por causa da cobrança de uma dívida atribuída a um parente da advogada.
Conforme os levantamentos policiais, os criminosos pressionaram os familiares e exigiram bens como forma de pagamento do débito. Durante as ameaças, a família teria sido obrigada a transferir dois veículos aos suspeitos. Antes do assassinato, os parentes da advogada chegaram a registrar uma ocorrência por extorsão na Delegacia Territorial de Itabuna.
Além das ameaças, a polícia identificou que os suspeitos monitoravam a rotina da vítima antes do ataque. Imagens de câmeras de segurança analisadas pelos investigadores indicaram movimentações próximas à residência de Cláudia nos dias que antecederam o crime. Na madrugada do homicídio, a advogada percebeu uma situação suspeita e acionou a Polícia Militar pedindo ajuda.
Pouco depois do pedido de socorro, homens armados invadiram a residência da vítima e efetuaram disparos. Cláudia não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmaram o óbito. O corpo foi sepultado no domingo (26), no Cemitério Municipal Recanto da Saudade, no distrito de Bandeira do Colônia, em Itapetinga.
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) e a Subseção de Itapetinga lamentaram a morte da profissional e cobraram rapidez na investigação. A Polícia Civil continua apurando o caso para identificar todos os envolvidos no crime e esclarecer a participação de cada suspeito na ação que terminou com a morte da advogada.