
A proximidade das eleições estaduais tem aumentado a preocupação entre prefeitos e lideranças políticas que apoiam o governador Jerônimo Rodrigues (PT). O motivo é o ritmo de execução de promessas de campanha, convênios estaduais e obras anunciadas que ainda não foram concluídas em diversas regiões da Bahia, especialmente no interior.
Um levantamento do projeto Promessas dos Políticos, do Portal G1, aponta que, após três anos e meio de gestão, 33 das 92 promessas feitas por Jerônimo durante a campanha de 2022 foram cumpridas integralmente. Outras 37 foram consideradas parcialmente realizadas, enquanto 22 ainda não saíram do papel.
Entre os compromissos com andamento pendente estão obras de infraestrutura, barragens, unidades de saúde, projetos de desenvolvimento regional, ampliação da telefonia em áreas rurais e ações na segurança pública. Nos municípios menores, prefeitos temem que atrasos prejudiquem a imagem das administrações que apresentaram esses investimentos como conquistas para a população.
Gestores municipais relatam preocupação com obras que tiveram anúncios, assinaturas de convênios e início de serviços, mas ainda apresentam execução lenta ou sem previsão clara de conclusão. Para alguns prefeitos, esses projetos representam uma das principais marcas de seus mandatos e podem influenciar a avaliação dos eleitores durante o período eleitoral.
O cenário também envolve intervenções realizadas por consórcios públicos e obras que dependem de recursos estaduais ou federais. Diante das incertezas, alguns gestores passaram a reforçar a diferença entre investimentos realizados com recursos próprios e aqueles que dependem de repasses externos.
Com a aproximação da campanha eleitoral, o andamento das obras públicas deve ganhar espaço no debate político baiano. Para prefeitos aliados ao governo estadual, a entrega ou não dos projetos anunciados poderá ser um dos principais desafios na relação com a população durante a disputa de outubro.