
Relatório Loud & Clear do Spotify divulgado nesta quarta-feira (11) mostra pagamentos a artistas em 2025. Segundo o documento, o 100.000º artista mais bem pago gerou mais de US$ 7,3 mil ao longo do ano, cerca de R$ 37,6 mil, o que equivale a aproximadamente R$ 3 mil por mês para músicos considerados “em ascensão” na plataforma.
Parte da receita não vai diretamente ao artista. Gravadoras, distribuidoras e editoras recebem porcentagem dos royalties. Montante final depende do contrato específico, com valores por reprodução variando entre US$ 0,003 e US$ 0,005 por stream. Artistas nesse patamar acumulam entre 1,2 milhão e 2,7 milhões de reproduções anuais.
No Brasil, isso representa cerca de 150 mil reproduções mensais ou 40 mil a 80 mil ouvintes por mês, números comparáveis aos de artistas nacionais como Linn da Quebrada, Rod Melim e Luísa e os Alquimistas. Relatório detalha dois tipos de royalties: gravação, pagos a gravadoras ou distribuidoras, e publicação, pagos a editoras e compositores.
Distribuição depende da participação do artista no total de streams em cada país. Por exemplo, se um músico representa 1 em cada 1.000 reproduções em um território, recebe a mesma proporção do fundo de royalties gerado naquele mercado. Sistema garante que pagamentos reflitam alcance e engajamento real de cada artista globalmente.
Outros dados do relatório mostram que 13.800 artistas geraram pelo menos US$ 100 mil em 2025, 80 ultrapassaram US$ 10 milhões anuais, mais da metade dos royalties vieram de ouvintes fora de seus países, músicas em 16 idiomas chegaram ao Top 50 global e mais de um terço dos artistas com ganhos acima de US$ 10 mil começou de forma independente.
Spotify afirma ter pago mais de US$ 11 bilhões à indústria musical em 2025, elevando o total distribuído desde sua criação para quase US$ 70 bilhões. Nos últimos dois anos, cerca de US$ 5 bilhões foram destinados a editoras e organizações de compositores, reforçando a importância do streaming como fonte significativa de renda para músicos ao redor do mundo.