APAE denuncia perseguição política e alerta para risco de fechamento em Santo Amaro

Inicialmente, a APAE de Santo Amaro denunciou risco de encerrar as atividades e acusou a gestão municipal de perseguição política. A instituição divulgou nota nas redes sociais e afirmou que enfrenta dificuldades que comprometem diretamente o funcionamento. Direção relatou insegurança crescente entre famílias atendidas.

Segundo a procuradora jurídica Lizana Ornellas, a entidade mantinha parceria com o município, mas a prefeitura interrompeu o diálogo após mudança na diretoria. Mesmo com nova gestão eleita, impasses continuaram. Secretaria não formalizou cessão de professores e orientou profissionais a não seguirem a direção da instituição.

Além disso, a advogada apontou interferências nas matrículas de alunos. Secretaria teria inscrito estudantes vinculando à APAE sem autorização. Em seguida, apresentou um novo programa educacional, distribuído em diferentes locais, sem comunicação clara às famílias, o que gerou dúvidas e preocupação.

Outro problema relatado envolve o acesso dos alunos à instituição. Representante afirmou que houve orientação para impedir novas matrículas na APAE. Transporte escolar também foi suspenso, inclusive para estudantes de regiões mais afastadas, dificultando a permanência dos assistidos.

Ainda conforme a denúncia, recursos destinados à alimentação e ao deslocamento dos alunos não estariam sendo aplicados corretamente. Secretaria receberia verbas para esses serviços, mas eles não estariam sendo oferecidos, o que agrava a situação de vulnerabilidade das famílias atendidas.

Também existe uma investigação em andamento conduzida pela Polícia Civil sobre equipamentos que teriam sido danificados por funcionários ligados à prefeitura. Caso reforça o clima de tensão entre a instituição e a gestão municipal.

Disputa pelo imóvel onde funciona a APAE também intensifica o conflito. Prefeitura alega que o prédio pertence ao município, enquanto a instituição sustenta que há documentos que comprovam vínculo com o Governo do Estado e cessão legal para uso da entidade.

Diante desse cenário, a direção avalia que existe uma tentativa de enfraquecimento da instituição. Retirada de professores, corte de transporte e interrupção de serviços estariam pressionando famílias a migrar para um novo projeto municipal ainda pouco esclarecido.

Atualmente, a APAE retomou atendimentos com apoio de voluntários e doações da população. Apesar do esforço coletivo, estrutura não consegue atender toda a demanda nem garantir transporte regular, especialmente para alunos que vivem em áreas mais distantes.

Procurada, a Prefeitura de Santo Amaro negou qualquer tentativa de fechamento da instituição. Em nota, afirmou que não possui competência legal para encerrar entidades privadas e que realizou apenas reorganização da rede municipal de ensino.

Por fim, a gestão municipal declarou que alunos seguem com atendimento garantido e que a APAE pode continuar funcionando normalmente. Administração também rejeitou as acusações de perseguição política e classificou as críticas como distorção de uma decisão técnica.

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