
Roberta Luchsinger, amiga do filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu R$ 4,1 milhões de empresas ligadas a Eduardo José Barros Costa, o Eduardo DP, empresário do Maranhão alvo de investigações por fraudes e propinas que envolveram o ex-ministro das Comunicações, Juscelino Filho.
Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aponta que os repasses ocorreram entre setembro de 2024 e março de 2025, incluindo R$ 2,2 milhões da EDP Infraestrutura e Pavimentação e R$ 1,9 milhão da Pentágono Comércio e Engenharia, ambas controladas por Eduardo DP. A defesa de Roberta afirma que os pagamentos correspondem a “regular prestação de serviços” e negou relação com os desvios do INSS.
Documentos mostram que a consultoria de Roberta movimentou R$ 19,4 milhões e transferiu R$ 18,8 milhões entre setembro de 2024 e maio de 2025, incluindo um depósito de R$ 650 mil em dinheiro vivo em São Luís (MA). A Polícia Federal investiga se parte dos recursos desviados do INSS foi destinada a uma agência de viagens ligada a Roberta, utilizada para emissão de viagens dela e da família.
Roberta também teria apresentado Lulinha a Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, acusado de chefiar esquema de desvio de aposentadorias. A defesa de Lulinha reforçou que ele não recebeu pagamentos nem fechou negócios com Eduardo DP ou Careca do INSS e se colocou à disposição do ministro André Mendonça para prestar esclarecimentos sobre o caso.