
A Justiça manteve a prisão preventiva de uma dentista acusada de fornecer drogas a internos do Conjunto Penal de Brumado. Segundo as investigações, a profissional escondia porções de cocaína e maconha em pacotes de gaze durante atendimentos odontológicos, aproveitando sua condição de paciente oncológica para evitar o scanner corporal da unidade.
O flagrante ocorreu na manhã de quarta-feira (18), quando um detento foi abordado pelos agentes ao deixar o consultório e encontrados dois pacotes de gaze contendo entorpecentes. O preso confirmou que havia recebido o material da dentista para ser entregue na cela 8.
O processo inclui relatos graves de uma assistente do presídio, que afirmou ter sido coagida a destruir provas e chegou a ser ameaçada em relação à sua família. Ela também teria emprestado sua conta bancária para receber depósitos via Pix ligados ao tráfico, totalizando R$ 750,00.
Durante a audiência de custódia, a defesa argumentou que não havia flagrância, pediu liberdade provisória ou prisão domiciliar, alegando que a dentista é primária, possui residência fixa e faz tratamento contra o câncer há mais de dois anos. O juiz Genivaldo Alves Guimarães rejeitou os pedidos, destacando a gravidade da conduta, as ameaças a testemunhas e o risco à ordem pública.
Ele também observou que o fato de a dentista trabalhar regularmente indica que não há debilitamento suficiente para justificar o regime domiciliar, assegurando que o tratamento médico será garantido pelo sistema prisional ou mediante escolta. A profissional responderá pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e por envolver unidades prisionais no delito.