
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) busca, neste início de pré-campanha, adotar um tom mais leve para ampliar alcance além da base bolsonarista e evitar associação ao discurso de risco à democracia. A estratégia também explora o desgaste do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a percepção de “cansaço” do eleitorado com o governo petista.
Aliados avaliam que a tática visa construir uma imagem mais palatável, reduzindo exposição a temas que elevam rejeição e ampliando diálogo com o eleitorado de centro, incluindo segmentos em que Jair Bolsonaro foi derrotado em 2022, como mulheres. Ataques mais duros ao presidente devem ficar a cargo de aliados e coordenadores da campanha.
O senador tem ajustado o tom do discurso e das redes sociais para ampliar alcance além da direita ideológica, evitando associação ao risco à democracia mencionada pelo presidente Lula. O senador Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha, aponta como eixo mostrar que o quarto mandato de Lula “já venceu o prazo de validade”, criticando gestão “mais do mesmo”.
Em fevereiro, Flávio Bolsonaro evitou ataques diretos a Lula em discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo e concentrou críticas em economia e segurança pública, afirmando que “o PT controla o Brasil há 20 anos e ninguém aguenta mais”. Pesquisas Genial/Quaest indicam empate técnico em um cenário de segundo turno, ambos com 41% das intenções de voto.