Pacientes denunciam clínica de hemodiálise em Brumado ao Ministério Público da Bahia

Dois pacientes que realizam tratamento na Clínica de Hemodiálise Clinefro, em Brumado, formalizaram denúncias junto ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) devido às precárias condições de atendimento da unidade. As reclamações foram reforçadas pelo advogado Neres Júnior, que destacou graves problemas estruturais e organizacionais na clínica, colocando em risco a vida dos pacientes com insuficiência renal crônica.

Segundo Neres, o atendimento na clínica é “desumano” e não segue as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde. Ele apontou negligência, deficiência técnica dos profissionais, ausência de insumos básicos, falta de especialistas e graves falhas sanitárias. Além disso, a unidade não conta com equipe multidisciplinar adequada, que é essencial para o acompanhamento integral dos pacientes submetidos a diálise.

“O que vemos é uma unidade funcionando de forma improvisada, sem respeito ao direito à saúde. Muitos pacientes precisam procurar atendimento em outros centros, até mesmo particulares, por falta de assistência adequada aqui. Existe uma suspeita de negligência na fiscalização, tanto municipal quanto estadual, o que agrava ainda mais a situação”, afirmou o advogado.

Um dos pacientes que denunciou a clínica, Nivaldo Dias, acompanha tratamento há cerca de dois anos e reforçou as denúncias. Ele ressaltou que, em outros centros de hemodiálise, o tempo médio entre o início do tratamento e a entrada na fila de espera para transplante renal é de aproximadamente quatro meses. Em Brumado, esse período pode chegar a quatro anos. “Não há preocupação real com a saúde dos pacientes. Eu, por exemplo, já estou há um ano e meio na fila e ainda não houve qualquer avanço”, relatou.

Os pacientes também alertaram que todos os que fazem tratamento na clínica estão expostos a riscos graves, devido à precariedade e ao descaso no atendimento. Segundo eles, a falta de protocolos, supervisão adequada e assistência integral pode resultar em sérias complicações ou até mesmo em mortes evitáveis.

As denúncias foram registradas formalmente junto ao Município, ao Estado e ao MP-BA, mas até o momento não houve medidas efetivas que garantam a melhoria do atendimento. Neres e Nivaldo aguardam uma resposta das autoridades competentes para que ações concretas sejam tomadas antes que ocorram tragédias evitáveis. “Essa clínica é uma vergonha. Nos sentimos totalmente desamparados. Queremos, no mínimo, que a lei seja cumprida e que a saúde dos pacientes seja respeitada”, desabafaram.

O caso segue sob investigação, com atenção especial para a fiscalização e eventual responsabilização dos responsáveis pela unidade, bem como dos órgãos públicos que supervisionam o funcionamento de serviços de saúde essenciais.

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