Bosta no ventilador do governo: Lulinha é ligado a ex-sócio da Fictor, alvo de operação da PF

Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tem vínculo de proximidade com o empresário Luiz Phillippe Rubini, ex-sócio do grupo Fictor, alvo nesta quarta-feira (25) de uma operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de fraudes bancárias ligadas ao Comando Vermelho.

Fontes que trabalharam para empresas do grupo relataram que Lulinha atuou como consultor do conglomerado, principalmente em 2024, ajudando a aproximar a Fictor de órgãos do governo federal. Para evitar chamar atenção, segundo essas fontes, ele teria limitado suas visitas aos escritórios da empresa, mas ainda foi visto no local ao longo do ano passado.

De acordo com relatos obtidos, a relação entre Lulinha e Rubini teria facilitado a indicação do empresário para integrar o CDESS (Conselho do Desenvolvimento Econômico Social Sustentável), órgão consultivo da Presidência, além de abrir caminho para participação de Rubini no Grupo Parlamentar de Relacionamento com os Brics no Senado, devido à sua experiência no mercado financeiro.

Procurada, a assessoria da Fictor afirmou que comentários sobre o tema devem ser feitos por Rubini. A defesa de Lulinha, representada pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, confirmou que o filho do presidente conhece o empresário, mas negou que tenha mantido qualquer relação de trabalho com a Fictor ou intercedido para que Rubini ocupasse cargos públicos. “Essa é mais uma tentativa de colocar Fábio no meio de um escândalo”, disse Carvalho, acrescentando que Lulinha reside na Espanha desde 2024.

Rubini comandou a Fictor Invest, braço de investimentos do grupo, até abril de 2025, e permaneceu como conselheiro até outubro do mesmo ano. Em novembro, o conglomerado tentou adquirir o Banco Master, um dia antes de o ex-banqueiro Daniel Vorcaro ser preso pela primeira vez. O grupo entrou em recuperação judicial em 2 de fevereiro deste ano, declarando dívidas superiores a R$ 4,2 bilhões.

A Presidência da República não respondeu aos questionamentos da reportagem até a publicação desta matéria, e a investigação da Polícia Federal segue em andamento, incluindo outros acionistas do grupo.

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