
Relatos de pacientes acenderam alerta sobre o funcionamento do Tratamento Fora do Domicílio em Macaúbas. Usuários denunciam dificuldades para conseguir transporte, enquanto a coordenação admite limitações diante da alta demanda e da estrutura reduzida do serviço.
Caso recente chamou atenção após uma paciente não conseguir vaga para viagem a Salvador no dia de um exame. Mesmo com solicitação prévia, ela ficou fora da lista e precisou pagar o deslocamento por conta própria, recorrendo a empréstimo para não perder o atendimento.
Explicação da coordenação aponta que o sistema funciona com lista de espera. Cada veículo comporta até 26 pessoas, incluindo acompanhantes. Quando a demanda ultrapassa esse limite, pacientes dependem de desistências ou remarcações, o que nem sempre ocorre a tempo.
Garantia de reembolso foi reforçada para casos em que o paciente arca com custos. Segundo a coordenação, o ressarcimento é feito mediante documentação. Situações mais delicadas, como tratamentos oncológicos, têm prioridade na análise dos pedidos.
Estrutura atual inclui viagens regulares para Salvador aos domingos e quartas-feiras. Uma van extra opera em dias alternados após manutenção. Pacientes também podem ficar até 15 dias em casas de apoio, embora muitos prefiram viajar próximo às consultas, o que aumenta a pressão por vagas.
Polêmica envolvendo uso de vagas por estudantes também gerou questionamentos. Coordenação afirma que prioridade é dos pacientes e que estudantes só ocupam assentos ociosos, principalmente no retorno, sem prejuízo ao atendimento principal.
Desafios diários vão além da falta de vagas. Equipe enfrenta conflitos por assentos, dúvidas sobre direito a acompanhantes e denúncias de uso indevido do transporte. Mesmo assim, a coordenação garante que segue critérios técnicos para manter o serviço organizado.
Problema maior está ligado à falta de estrutura de saúde na região. Pacientes precisam se deslocar para cidades como Vitória da Conquista e Brumado em busca de atendimento. Situação gera desgaste físico, emocional e aumento de custos.
Cenário reforça necessidade urgente de investimentos na saúde regional. Ampliação da oferta de serviços no próprio município poderia reduzir a dependência do TFD. Enquanto isso, pacientes seguem enfrentando filas e incertezas para garantir atendimento.