
Uma decisão urgente acendeu o alerta em Bom Jesus da Lapa e colocou moradores contra o tempo. O Ministério Público da Bahia determinou a desocupação imediata de imóveis próximos ao Morro do Bom Jesus após laudos apontarem risco real de queda de rochas na região.
Relatórios técnicos indicam perigo crítico na área da Rua Monsenhor Turíbio Vila Nova. Monitoramento conduzido pela geóloga Joana Sanchez identificou formações instáveis que podem se desprender a qualquer momento, colocando em risco moradores e milhares de romeiros que visitam o local.
Diante da gravidade, autoridades estabeleceram prazos rígidos para evitar uma possível tragédia. Prefeitura terá apenas 48 horas para interditar totalmente a via e 30 dias para retirar todas as famílias da área considerada de alto risco geológico.
Especialistas do Serviço Geológico do Brasil e do Corpo de Bombeiros confirmaram a ameaça. Avaliações reforçam que qualquer atraso nas medidas pode resultar em consequências graves, principalmente em períodos de maior circulação de pessoas.
Prefeito Eures Ribeiro informou que o município deverá investir cerca de R$ 15 milhões em indenizações. Gestão também anunciou o isolamento definitivo do entorno, medida que cancela projetos como o “Caminho da Fé” para impedir novas ocupações.
Enquanto isso, moradores vivem dias de tensão e incerteza. Reuniões foram iniciadas para organizar a saída das famílias, mas o curto prazo imposto aumenta a angústia de quem terá que deixar suas casas rapidamente.
Importância do Morro do Bom Jesus amplia ainda mais a preocupação. Um dos maiores polos de turismo religioso do país recebe milhares de fiéis todos os anos, o que eleva o risco em caso de desabamento e exige ação imediata das autoridades.
Cenário reforça um problema recorrente em cidades brasileiras: ocupações em áreas de encosta com alto risco geológico. Decisão busca evitar uma tragédia anunciada e preservar vidas em um dos locais mais simbólicos da fé no interior baiano.