Relatório aponta risco de contaminação de aquífero em aterro de Simões Filho

Denúncia acendeu alerta sobre possíveis riscos ambientais em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. Um relatório técnico apontou novas irregularidades no aterro administrado pela Recycle Waste Energy, indicando ameaça direta ao aquífero local e ao abastecimento de comunidades.

Documento elaborado pela Ação Ambiental revela cenário considerado crítico. Análise cita destruição de cursos hídricos, falhas operacionais e risco elevado de contaminação do solo e da água. Situação preocupa especialistas e moradores que dependem diretamente dos recursos naturais da região.

Imagens e dados técnicos mostram avanço de erosões e exposição de resíduos a céu aberto. Estruturas apresentariam falhas no sistema de drenagem, o que facilita o escoamento de chorume. Líquido altamente poluente pode atingir rios, lençóis freáticos e comprometer o equilíbrio ambiental.

Relatório também aponta possibilidade de resíduos industriais sendo descartados de forma irregular. Materiais identificados levantam suspeitas de descumprimento das licenças ambientais. Caso seja confirmado, prática pode agravar ainda mais os impactos ambientais já registrados no local.

Outro ponto crítico envolve a localização do empreendimento dentro da APA Joanes-Ipitanga. Região é considerada estratégica para preservação hídrica e abriga nascentes importantes. Intervenções no terreno teriam alterado a dinâmica natural do solo e ampliado riscos de contaminação.

Ação judicial em curso questiona a concessão das licenças ambientais pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos. Entidade autora aponta supostas falhas no processo, incluindo ausência de estudos de impacto ambiental em etapas decisivas do licenciamento.

Empresa responsável negou irregularidades e afirmou que operação segue todas as normas ambientais. Em nota, destacou que o relatório não possui validade técnica e classificou as denúncias como tentativa de desinformação. Defesa também cita estudos que indicariam segurança do empreendimento.

Órgão ambiental estadual rebateu as acusações e informou que todas as licenças foram concedidas com base em análises técnicas. Fiscalização, segundo o instituto, ocorre de forma contínua. Autoridade afirma que não há comprovação de risco ao aquífero na área monitorada.

Cenário segue sob disputa judicial e técnica, enquanto moradores aguardam respostas concretas. Debate envolve impactos ambientais, segurança hídrica e transparência no licenciamento. Caso pode ter desdobramentos significativos para a política ambiental na Bahia.

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