
Exoneração do major André Nobre do comando da 4ª CIPM, em Macaúbas, acendeu alerta sobre possível interferência política na segurança pública. Oficial deixou o cargo após cinco meses e afirmou que a saída ocorreu após recusar atender demandas que classificou como ilegais e de interesse político.
Durante entrevista a um veículo regional, o major apontou diretamente para um conflito com o prefeito de Rio do Pires, José Marcos Pereira (Avante). Segundo ele, a negativa em colaborar com determinadas solicitações teria motivado articulações que resultaram em sua exoneração do comando da companhia.
Relato do oficial reforça que sua atuação seguiu princípios de legalidade e imparcialidade. Major destacou que a Polícia Militar deve servir à população sem interferências externas. Declaração levanta questionamentos sobre os limites da atuação política em órgãos de segurança pública.
Ao comentar a troca de comando, Nobre desejou sucesso ao substituto, mas fez um alerta. Segundo ele, é essencial que o novo gestor consiga trabalhar sem pressões indevidas. Oficial reforçou que a relação entre política e segurança deve ser saudável e jamais comprometer a atuação da polícia.
Mesmo com o curto período à frente da unidade, gestão do major apresentou resultados positivos. Companhia registrou redução em índices de criminalidade na área de atuação, com queda em ocorrências de furtos e aumento de ações preventivas, como abordagens e patrulhamentos ostensivos.
Dados internos também indicaram maior presença policial nas ruas, com intensificação de operações e resposta mais rápida às ocorrências. Comunidade local chegou a relatar sensação de maior segurança durante o período, resultado de estratégias focadas na prevenção e proximidade com a população.
Até o momento, a Prefeitura de Rio do Pires e o prefeito citado não se pronunciaram sobre as declarações. Caso segue repercutindo na região e levanta debate sobre possíveis interferências políticas em decisões dentro da estrutura da segurança pública na Bahia.