
Uma crise interna sacudiu o Partido dos Trabalhadores na Bahia após mudanças promovidas pelo governador Jerônimo Rodrigues no primeiro escalão. A reconfiguração política gerou forte reação entre lideranças e expôs divisões dentro da base aliada, ampliando o clima de tensão nos bastidores do governo estadual.
Nos bastidores, aliados apontam que as alterações atingiram diretamente o equilíbrio de forças internas da sigla. A falta de diálogo com correntes políticas e lideranças tradicionais aprofundou o desgaste e abriu uma crise considerada grave, com risco de desdobramentos que podem impactar a articulação política do governo nos próximos meses.
Entre os principais insatisfeitos, o deputado federal Joseildo Ramos avalia deixar o partido. A decisão ganhou força após mudanças na Secretaria de Desenvolvimento Rural, que ignoraram indicações da corrente Resistência Socialista, gerando revolta e sensação de isolamento dentro da legenda.
Além disso, a saída de nomes influentes ligados ao partido intensificou o clima de instabilidade. O movimento é visto como possível efeito dominó, capaz de provocar novas baixas e comprometer a composição política da federação partidária em um momento estratégico para o grupo.
Diante do cenário, partidos como Avante, Partido Socialista Brasileiro e Partido Social Democrático acompanham de perto a movimentação. As siglas enxergam a crise como oportunidade para atrair lideranças insatisfeitas e fortalecer suas bases no estado.
Enquanto isso, o governo tenta conter os danos e reorganizar sua base política. A crise escancara fragilidades na articulação e pode influenciar diretamente os próximos movimentos eleitorais, aumentando a pressão sobre Jerônimo Rodrigues e a direção do partido.