
A aprovação do projeto que define percentual mínimo de cacau em chocolates no Senado evidenciou uma disputa política entre os senadores Jaques Wagner e Angelo Coronel. A votação ocorreu na quarta-feira (15) e revelou um clima de tensão velada entre os dois, que hoje são adversários diretos no cenário eleitoral.
Durante a sessão, Coronel atuou como relator da proposta e assumiu protagonismo na condução da matéria. Wagner, por sua vez, buscou marcar posição como líder do governo e chegou a admitir incômodo por não ter ficado com a relatoria, destacando sua participação na tramitação do projeto.
No plenário, o petista afirmou que tentou relatar a proposta e ressaltou a importância da medida para produtores de cacau. Coronel respondeu de forma breve, indicando a coautoria de Wagner. O diálogo evidenciou um tom de disputa política, mesmo com a aprovação consensual da matéria.
A movimentação também se estendeu para as redes sociais. Ambos publicaram conteúdos destacando suas atuações na aprovação do projeto, em uma tentativa de capitalizar politicamente o resultado junto ao setor produtivo e ao eleitorado.
A proposta estabelece critérios mínimos para a composição de chocolates no Brasil, com definição do percentual de cacau nos produtos. O objetivo é valorizar a cadeia produtiva, garantir mais transparência ao consumidor e coibir o uso excessivo de substitutos sem identificação adequada. O texto segue para sanção presidencial.