
O bailarino, coreógrafo e professor Gilmar Sampaio foi encontrado morto na terça-feira no apartamento onde morava. Considerado um dos principais nomes da dança na Bahia, ele também atuava como sacerdote do candomblé. A morte gerou forte repercussão no meio cultural.
Segundo a Associação Afro-brasileira Casa do Mensageiro Terreiro Ilê Axé Ojisé Olodumare, a causa foi natural. Além da trajetória artística, Gilmar teve papel importante no fortalecimento da cultura afro-brasileira. Ele também contribuiu para a construção e manutenção da instituição religiosa.
Em nota, o Balé Teatro Castro Alves afirmou que a morte deixa uma lacuna irreparável. O órgão é ligado à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. A instituição destacou a trajetória marcante e a representatividade do artista nos palcos.
Durante mais de três décadas no Balé Teatro Castro Alves, Gilmar se destacou pela versatilidade. Ele atuou como bailarino, coreógrafo e também na formação de novos artistas. O trabalho influenciou gerações e consolidou seu nome como referência na dança baiana.
A diretora do Teatro Castro Alves, Rose Lima, lamentou a morte. Ela destacou o talento, a dedicação ao ensino e a atuação múltipla do artista. A Fundação Gregório de Mattos também prestou homenagem e ressaltou a importância de Gilmar para a cultura brasileira.