
Pelo menos 53 universidades federais registram greve total ou parcial de servidores no país. O movimento atinge instituições como a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Universidade Federal de São Paulo. A paralisação não é uniforme e varia entre estados e unidades.
Segundo a Fasubra, a mobilização ocorre por descumprimento de acordos firmados em 2024. Os servidores cobram a reabertura de negociações com o governo federal. A entidade afirma que há pontos pendentes que ainda não foram implementados.
De acordo com o Ministério da Educação, parte dos compromissos já foi cumprida ou está em andamento. Já o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos afirma que mantém diálogo com a categoria. O governo diz que medidas estão sendo incorporadas conforme o processo legal.
Apesar da greve, as aulas seguem na maioria das instituições. Os principais impactos ocorrem em serviços administrativos e de apoio. Há atrasos em matrículas, emissão de documentos e funcionamento de bibliotecas. Em alguns casos, laboratórios e rádios universitárias também foram afetados.
Em unidades específicas, até serviços de saúde sofreram impacto. No hospital da Universidade Federal de Pernambuco, atendimentos eletivos foram reduzidos. Cirurgias não emergenciais foram suspensas temporariamente. Outros hospitais universitários também registram restrições.
Entre as reivindicações, os servidores pedem regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências. Também cobram jornada de 30 horas semanais e reestruturação de cargos. A categoria ainda questiona diferenças salariais para funções semelhantes.
A Luiz Inácio Lula da Silva sancionou projeto sobre o tema recentemente. No entanto, os grevistas afirmam que falta regulamentação para aplicação prática. O governo sustenta que o processo segue cronograma administrativo.
Um ato está previsto em Brasília para pressionar por avanços. A mobilização deve ocorrer diante da sede do ministério responsável. As negociações continuam, mas ainda sem acordo definitivo entre as partes.