
Disputa entre o Supremo Tribunal Federal e pré-candidatos de 2026 ganhou força após críticas públicas e vídeos contra a Corte. Ministros avaliam que o tema deixou de ser pontual e passou a integrar a estratégia de campanha da direita. Internamente, cresce a preocupação com o impacto político dessas ações e com o aumento do desgaste institucional do tribunal diante do cenário eleitoral.
Internamente, o STF reconhece que há uma divisão sobre como reagir aos ataques. Parte dos ministros defende uma postura mais firme, com respostas públicas e medidas institucionais mais duras contra declarações consideradas ofensivas. Outro grupo sustenta que a discrição é o melhor caminho, evitando ampliar conflitos e reduzir a exposição da Corte durante o período eleitoral.
Enquanto isso, episódios recentes intensificaram o debate, como a atuação do senador Alessandro Vieira na CPI do Crime Organizado e vídeos do ex-governador Romeu Zema com críticas ao Supremo. As reações incluíram pedidos de investigação e manifestações públicas de ministros, o que ampliou tensões internas e reforçou divergências sobre o tom adequado de enfrentamento.
Diante desse cenário, também há conflito sobre o papel da presidência do STF e a condução institucional da Corte. O ministro Edson Fachin defende autocontenção e regras de conduta mais rígidas, enquanto outros ministros consideram que respostas mais fortes são necessárias. A divergência se estende ao TSE, que deve adotar postura mais moderada nas eleições de 2026.