
A segurança pública deve ocupar o centro da disputa política nas eleições de 2026. Adversários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmam que pretendem explorar o desgaste do governo na área, enquanto aliados do petista defendem ações de combate ao crime organizado, corrupção e propostas enviadas ao Congresso Nacional. O tema aparece entre os principais pontos de insatisfação da população, segundo pesquisa Datafolha.
De acordo com o levantamento, segurança pública, saúde, economia e combate à corrupção estão entre os setores mais mal avaliados da gestão federal. Integrantes da oposição afirmam que esses assuntos serão usados durante a campanha presidencial. Nomes ligados à direita, como Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos, já têm intensificado discursos sobre criminalidade e segurança.
Enquanto isso, o governo federal aposta em medidas legislativas para responder às críticas. Entre as ações defendidas pelo Planalto estão a PEC da Segurança Pública, que prevê maior integração entre União, estados e municípios, além do projeto antifacção, voltado ao endurecimento da legislação penal. Aliados de Lula também afirmam que a gestão pretende destacar operações contra organizações criminosas e crimes financeiros para rebater ataques da oposição.
No Congresso, líderes partidários cobram avanço das propostas relacionadas à segurança pública. O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que o tema continuará como prioridade legislativa. Já aliados do governo argumentam que parte da responsabilidade pela violência recai sobre os estados, responsáveis pelo comando das polícias militares. A polarização sobre o tema deve ganhar força com a aproximação oficial da campanha eleitoral.