
A soltura de um professor em Riacho de Santana, no sudoeste da Bahia, desencadeou denúncias de supostas irregularidades envolvendo integrantes do sistema de Justiça da comarca. Servidores relataram um ambiente de medo, pressão psicológica e perseguição dentro do fórum da cidade. O caso ganhou repercussão após a defesa do docente apontar possíveis abusos cometidos durante a condução do processo criminal.
Segundo os advogados do professor, houve falsificação de depoimentos e abuso de autoridade durante a investigação. A defesa, conduzida por Aslon Victor Rodrigues Lima, afirma que provas teriam sido forjadas e que a prisão preventiva foi revogada após inconsistências serem identificadas no processo. Os representantes do docente também questionam a imparcialidade do juízo responsável pelo caso.
Relatos feitos por servidores, que pediram anonimato por medo de retaliações, descrevem um cenário de intimidação dentro do fórum. Funcionários citaram reuniões marcadas por constrangimentos públicos, além de supostas pressões sobre testemunhas e menores de idade. Também foram denunciadas irregularidades em depoimentos de adolescentes sem a presença de responsáveis legais.
Enquanto o caso segue sob análise do Tribunal de Justiça da Bahia, a defesa pede a nulidade integral do processo. As acusações ainda envolvem denúncias de assédio sexual e suposta forja de documentos atribuídas a um ex-delegado já exonerado. Familiares, servidores e moradores aguardam um posicionamento oficial das instâncias superiores sobre os fatos relatados na comarca.