
Os consumidores brasileiros continuarão pagando mais pela energia elétrica em junho. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) confirmou a manutenção da bandeira tarifária amarela para todo o mês. Com a decisão, permanece a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A medida foi anunciada na sexta-feira (29) e vale para todas as regiões atendidas pelo Sistema Interligado Nacional.
Segundo a agência reguladora, a manutenção da bandeira amarela ocorre devido à redução das chuvas em diversas partes do país. A queda no volume de água dos reservatórios afeta a geração de energia pelas hidrelétricas, principal fonte da matriz elétrica brasileira. Diante desse cenário, aumenta a necessidade de acionamento das usinas termelétricas, que possuem custos operacionais mais elevados.
Desde janeiro, os consumidores vinham sendo beneficiados pela bandeira verde, que não prevê cobrança adicional na conta de luz. Esse cenário mudou em maio, quando a ANEEL acionou a bandeira amarela pela primeira vez em 2026. Com a permanência das condições climáticas desfavoráveis, a taxa extra continuará sendo aplicada também nas faturas emitidas durante o mês de junho.
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias informa mensalmente as condições de geração de energia no país. O mecanismo funciona como um indicador dos custos do setor elétrico e permite que os consumidores acompanhem eventuais cobranças adicionais antes mesmo do fechamento das contas. A definição das bandeiras considera fatores como nível dos reservatórios, volume de chuvas e necessidade de uso de fontes alternativas de geração.