
Macaúbas recebeu a quinta edição da Festa Literária de Macaúbas (FLIMAC), promovida pelo Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP) da Bacia do Paramirim. Com o tema “Macaúbas, terra bendita”, o evento reuniu estudantes, professores e comunidades de oito municípios da região. A programação destacou a literatura, a cultura regional e a produção estudantil, além de homenagear José Benedito do Amaral e Idalina Guedes do Amaral, conhecida como Tia Orora, figuras marcantes na preservação das tradições culturais do município.
Durante a abertura, o público acompanhou desfiles de fanfarras de escolas estaduais de Boquira, Botuporã, Érico Cardoso e Rio do Pires. Também participaram a Filarmônica Nossa Senhora da Imaculada Conceição, o Terno de Reis A Mocidade em Flor e a quadrilha junina do CETEP. As apresentações percorreram ruas da cidade e seguiram até o espaço do evento, onde ocorreram a cerimônia oficial, uma cantata inspirada nas músicas apreciadas pelos homenageados e a inauguração de exposições sobre a história, a arte e a identidade cultural de Macaúbas.
Segundo a professora de Sociologia Vanilza Bonfim do Rêgo, a iniciativa amplia as possibilidades de aprendizagem e fortalece o vínculo dos estudantes com a própria realidade. Para ela, a festa literária cria oportunidades para que talentos e habilidades ganhem visibilidade fora do ambiente tradicional da sala de aula. A educadora destacou ainda que a participação nas atividades torna o processo educativo mais dinâmico, participativo e significativo.
Além das apresentações culturais, a programação contou com palestras, oficinas, mesas temáticas, recitais, espetáculos teatrais e lançamentos literários. Entre os destaques estiveram a quinta edição da Antologia Estudantil, a terceira edição da coletânea “Entre Versos e Prosa”, produzida por professores da instituição, e a publicação das composições do maestro José Benedito do Amaral. Espaços temáticos também abordaram a literatura afro-brasileira, a memória dos homenageados, os ternos de reis e os trabalhos artísticos desenvolvidos pelos alunos.
Entre os projetos apresentados, a obra “O Passado Ainda Prende”, criada pelo estudante Roniel Oliveira Sousa, da 3ª série do Ensino Médio, chamou a atenção do público. O trabalho propôs reflexões sobre memória, identidade e os impactos históricos da escravidão na sociedade brasileira. O estudante afirmou que a participação na feira permitiu compartilhar conhecimento, valorizar a cultura local e mostrar como acontecimentos do passado continuam influenciando a realidade contemporânea.
Já o público infantil participou da Flimaquinha, espaço voltado às crianças. A programação incluiu apresentações do bailado As Cores do Arco-Íris, do Balé do Instituto Social de Macaúbas e do cordão junino Pinrimpimpim. O ambiente também ofereceu contação de histórias e atividades artísticas. Outro momento bastante prestigiado foi o recital do clarinetista macaubense Adauri de Oliveira e do pianista Erick Santos Silva, seguido pelo espetáculo teatral “A Felicidade em Prestações” e pela apresentação da quadrilha junina do CETEP.
Para o diretor Alan José Alcântara de Figueiredo, a FLIMAC fortalece a formação dos estudantes ao integrar diferentes formas de expressão artística e cultural. Ele ressaltou que a proposta permite o desenvolvimento de dons e talentos por meio de pesquisas, oficinas, palestras e espetáculos. Segundo o gestor, a feira consolida o papel da educação como instrumento de valorização cultural e de transformação social na região da Bacia do Paramirim.