
Trabalhadores da construção pesada da Bahia realizam nesta quarta-feira (3) uma assembleia que poderá definir os próximos rumos da greve da categoria. O movimento foi iniciado após impasse nas negociações da Campanha Salarial 2026 e já provoca a paralisação de importantes obras de infraestrutura em diferentes regiões do estado. A mobilização foi aprovada por unanimidade durante assembleia realizada na última segunda-feira (1º).
Entre os empreendimentos afetados pela paralisação estão o VLT de Salvador, a duplicação da BA-001, em Ilhéus, as obras da ponte sobre o Rio Jequitinhonha, em Itapebi, a duplicação da BR-116 e projetos ligados ao setor de energias renováveis. A suspensão das atividades ocorre enquanto trabalhadores e representantes patronais não chegam a um acordo sobre as reivindicações apresentadas pela categoria.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Montagem Industrial da Bahia (Sintepav-BA), os profissionais reivindicam reajuste salarial de 7%, cesta básica no valor de R$ 650 e a manutenção integral das cláusulas sociais previstas na convenção coletiva. A entidade afirma que a proposta patronal prevê apenas a reposição da inflação de 3,36%, parcelada em duas etapas, além do congelamento de benefícios e alterações em direitos trabalhistas já existentes.
Durante a mobilização, o sindicato também criticou a proposta de retirada de garantias como aviso prévio indenizado, contrato de experiência de 30 dias e acompanhamento sindical nas eleições da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). A entidade informou que a greve será mantida enquanto não houver avanços nas negociações. A nova assembleia deve reunir trabalhadores para avaliar o cenário e decidir os próximos passos do movimento.