
A corrida pelo Governo da Bahia em 2026 deverá ser marcada pelo equilíbrio entre os principais grupos políticos e pela influência do cenário nacional sobre a disputa estadual. A avaliação é do jornalista e analista político Raul Monteiro, que defende que a eleição pode ser decidida por quem cometer menos erros ao longo da campanha. O comentário foi publicado em artigo sobre o cenário sucessório baiano.
Segundo a análise, a eleição de 2022 continua sendo uma referência para entender a atual disputa. Naquele pleito, o então candidato Jerônimo Rodrigues (PT) venceu após iniciar a campanha com baixo nível de conhecimento entre os eleitores. Para o articulista, a força da candidatura presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva teve papel decisivo no resultado, assim como ocorreu em 2006 com a eleição de Jaques Wagner ao governo estadual.
O artigo cita uma palestra do CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, realizada em Salvador, na qual o especialista destacou a influência das campanhas presidenciais nas eleições para governador da Bahia. De acordo com a avaliação apresentada, candidatos estaduais costumam obter vantagem quando estão associados a nomes competitivos na disputa pelo Palácio do Planalto, fenômeno observado em diferentes eleições desde a redemocratização.
Ainda segundo o texto, a estratégia de comunicação deverá ter peso relevante na campanha de 2026. Raul Monteiro destaca a contratação do marqueteiro João Santana pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) como uma tentativa de reduzir falhas e fortalecer a comunicação eleitoral. Já em relação ao governador Jerônimo Rodrigues, o articulista avalia que a gestão ainda não consolidou uma marca própria e aposta na força política do grupo liderado pelo presidente Lula para buscar a reeleição no próximo ano.