
Professores da educação básica da rede privada da Bahia aprovaram por unanimidade o estado de greve durante assembleia realizada nesta terça-feira (9), em Salvador. A decisão foi tomada após cinco rodadas de negociação sem acordo entre o Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA) e o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (Sinepe-BA). A categoria cobra avanços em pautas consideradas fundamentais para os trabalhadores.
Entre as principais reivindicações está a manutenção integral das bolsas de estudo concedidas aos filhos de professores. Os educadores também questionam mudanças propostas para o período tradicional do recesso junino. Segundo o sindicato da categoria, as propostas apresentadas até agora não garantem direitos que historicamente fazem parte dos acordos firmados entre trabalhadores e instituições de ensino.
Apesar da aprovação do estado de greve, as negociações continuam. Uma nova reunião entre representantes dos professores e das escolas está marcada para a próxima segunda-feira (15). Antes disso, nesta quarta-feira (10), o Sinepe-BA realizará uma assembleia com instituições associadas para discutir alternativas e definir possíveis propostas que possam contribuir para um entendimento entre as partes.
Em nota, o sindicato patronal informou que busca soluções capazes de preservar benefícios aos trabalhadores sem comprometer a sustentabilidade financeira das instituições de ensino. A entidade defende ajustes nos critérios das bolsas de estudo e afirma que pretende manter o período mínimo de 15 dias de recesso escolar, com adequações nas datas conforme a realidade de cada escola. Caso não haja avanço nas negociações, a categoria poderá discutir novas medidas nos próximos dias.