
A divulgação da mais recente pesquisa Quaest foi recebida com otimismo por aliados do senador Flávio Bolsonaro. O levantamento mostrou que a intenção de voto espontânea do parlamentar passou de 14% para 17%, registrando crescimento de três pontos percentuais em relação à sondagem anterior. No mesmo cenário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva oscilou de 22% para 23%, reduzindo a diferença entre os dois de oito para seis pontos nesse indicador.
Segundo integrantes do grupo político ligado ao senador, o avanço é interpretado como um sinal de fortalecimento da identificação do eleitorado com a pré-candidatura. A pesquisa espontânea é considerada por estrategistas uma das métricas mais relevantes para medir o nível de lembrança e convencimento do eleitor, já que os entrevistados indicam seus candidatos sem receber uma lista prévia de nomes.
Além do crescimento registrado por Flávio, aliados destacaram outro dado observado no levantamento. De acordo com a avaliação do grupo, parte dos eleitores que deixaram de declarar voto no senador após o episódio envolvendo o caso Dark Horse não migrou para outros nomes do campo conservador nem para o presidente Lula. Esses eleitores passaram a integrar o grupo dos indecisos ou daqueles que afirmam votar em branco ou anular o voto.
Na leitura da equipe política do parlamentar, esse comportamento pode facilitar uma eventual recuperação desse eleitorado ao longo do processo eleitoral. A pré-campanha considera que ainda existe espaço para reconquistar esses votos durante os próximos meses, especialmente à medida que a disputa presidencial avance e os candidatos ampliem suas estratégias de comunicação e mobilização.