
Os profissionais da TV Justiça e da Rádio Justiça iniciaram uma greve nesta segunda-feira (15), provocando a paralisação de grande parte da programação jornalística das emissoras vinculadas ao Supremo Tribunal Federal (STF). A mobilização é liderada pelo Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal e tem como principal reivindicação o pagamento de salários atrasados, benefícios e outros direitos trabalhistas devidos pela Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac), responsável pela gestão terceirizada dos veículos.
Entre as cobranças apresentadas pelos trabalhadores estão salários em atraso, pagamento do vale-alimentação, depósitos pendentes do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e verbas rescisórias. Segundo o sindicato, a adesão ao movimento foi ampla e comprometeu a produção de conteúdos jornalísticos ao longo do dia. Programas tradicionais da grade deixaram de ser exibidos, enquanto reportagens antigas e transmissões já realizadas passaram a ocupar os horários normalmente destinados aos noticiários.
Apesar da paralisação, o Supremo Tribunal Federal informou que mantém estrutura para garantir a transmissão das sessões de julgamento. A expectativa dos grevistas é que profissionais em cargos de chefia, que não aderiram ao movimento, assegurem a continuidade dessas coberturas. No entanto, o sindicato afirma que a extensão da mobilização dificulta a realização de transmissões ao vivo e impacta diretamente a produção diária das emissoras públicas.
Enquanto o impasse continua, trabalhadores e representantes do STF discutem alternativas para solucionar a situação. O sindicato cobra garantias de que recursos destinados à Fundac sejam utilizados diretamente para quitar débitos trabalhistas, especialmente diante do encerramento do contrato da fundação previsto para julho. A paralisação reacende o debate sobre a fiscalização de contratos terceirizados e coloca em evidência a situação dos profissionais responsáveis pela comunicação pública ligada ao Poder Judiciário.