
O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado Federal, foi alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (18). A medida integra a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro ligadas ao Banco Master. A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e ocorre em meio ao avanço das apurações sobre um suposto esquema financeiro de grande alcance.
Além de Wagner, a operação também teve como alvo o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. A Justiça ainda determinou medidas cautelares contra investigados, como monitoramento eletrônico, suspensão de passaportes e restrições de contato entre os envolvidos. Os endereços ligados aos alvos foram vistoriados durante a ofensiva desta quinta-feira.
Segundo a investigação, o nome de Jaques Wagner já havia aparecido nas apurações após a identificação de pagamentos que somariam cerca de R$ 11 milhões feitos pelo Banco Master à BK Financeira, empresa pertencente à sua nora. Na época, o senador afirmou que não tinha conhecimento de qualquer investigação e negou participação em negociações ou intermediações relacionadas à empresa. A defesa do parlamentar ainda não comentou os desdobramentos da nova fase da operação.
Iniciada em novembro de 2025, a Operação Compliance Zero apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras. Com o avanço das investigações, a Polícia Federal passou a apurar possíveis pagamentos de vantagens indevidas a agentes públicos, além da atuação de uma estrutura paralela de intimidação e espionagem conhecida pelos investigadores como “A Turma”. A nova etapa amplia o cerco sobre suspeitos apontados como peças-chave nas movimentações sob investigação.