
A Polícia Federal ampliou o foco da Operação Compliance Zero e detalhou os alvos da nova fase da investigação que apura supostas irregularidades envolvendo o Banco Master e pessoas ligadas ao senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e inclui mandados de busca e apreensão contra empresários, familiares e pessoas apontadas como integrantes do núcleo investigado.
Segundo a investigação, as suspeitas tiveram origem em contratos que somariam cerca de R$ 11 milhões destinados à BK Financeira, empresa ligada a Bonnie Toaldo Bonilha, nora do senador. A Polícia Federal apura se os repasses possuem relação com uma suposta atuação em favor de interesses da instituição financeira. Os investigadores também analisam movimentações financeiras, contratos de consultoria e operações empresariais realizadas nos últimos anos.
Entre os alvos estão o próprio Jaques Wagner, o empresário Augusto Ferreira Lima, apontado como operador das relações entre o banco e agentes políticos, além de Eduardo Sodré Martins, enteado do senador e secretário estadual. Também foram incluídos na investigação Guilherme Henrique Sodré Martins, Valério Marega Júnior, David Lopes Monteiro, Luiz Antonio Lombardi e Andréa Lima Novaes, todos citados nas apurações por suposta participação em operações financeiras sob análise.
Além das buscas em endereços de pessoas físicas, o STF autorizou diligências em empresas ligadas ao caso. A decisão, porém, negou pedidos de busca contra Bonnie Toaldo Bonilha e Patrich Toaldo Bonilha. Segundo o ministro André Mendonça, os elementos apresentados até o momento não demonstram participação com grau suficiente para justificar medidas mais invasivas. A investigação segue em andamento e os fatos ainda serão analisados pelas autoridades competentes.