
Lula Luiz Inácio Lula da Silva avalia que a permanência de Jaques Wagner na liderança do governo no Senado se tornou insustentável, segundo aliados. A pressão cresceu após a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que atingiu investigações relacionadas ao Banco Master. Ainda assim, o presidente não deve destituí-lo diretamente. A avaliação no Planalto é de que a saída precisa partir do próprio senador, em movimento pessoal e político nos próximos dias.
Aliados afirmam que ministros e integrantes do governo da Bahia atuam para convencer Jaques Wagner Jaques Wagner a deixar o cargo de líder do governo no Senado. Segundo essas fontes, há uma percepção de que a situação política exige uma transição rápida para reduzir desgaste institucional. As articulações envolvem interlocutores do PT e nomes próximos ao senador baiano. A expectativa é de uma definição ainda nesta sexta-feira ou no início da próxima semana, dependendo das conversas internas.
Conversas com Lula ocorreram por telefone na quinta-feira, após a deflagração da operação da Polícia Federal. Segundo aliados do presidente, os diálogos tiveram caráter de solidariedade e não trataram diretamente da sucessão na liderança. O senador teria relatado abalo emocional diante do avanço das investigações e das buscas autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal. Mesmo assim, integrantes do governo avaliam que o cenário político ficou mais sensível após a ação da PF em diferentes estados.
Defesa política de Wagner tem sido reforçada por aliados e por integrantes do Partido dos Trabalhadores, que destacam sua trajetória e negam irregularidades. Em entrevistas recentes, o senador afirmou confiar no apoio de Lula e disse que seguiria no cargo até uma decisão formal do presidente. Após a repercussão das declarações, membros do governo avaliaram que o tom foi acima do esperado no momento político. A Polícia Federal realizou buscas na Bahia, São Paulo e no Distrito Federal em endereços ligados às investigações.