
O deputado federal Charles Fernandes (PSD) cobrou, na última terça-feira (20), maior celeridade do Governo Federal na execução das obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL). O parlamentar usou a tribuna da Câmara dos Deputados para defender a conclusão do projeto e alertar para possíveis atrasos no trecho entre Caetité e Ilhéus, considerado estratégico para a Bahia.
Durante o discurso, o deputado destacou a importância da FIOL para o desenvolvimento econômico regional e nacional. Ele afirmou que a ferrovia tem potencial para reduzir custos logísticos, atrair novos investimentos, gerar empregos e aumentar a competitividade da produção baiana no mercado interno e externo.
Fernandes lembrou que a ferrovia atravessa municípios do sudoeste e oeste baiano, incluindo Caetité, Guanambi, Lagoa Real e Brumado. O projeto conecta essas regiões ao Porto Sul, em Ilhéus, formando um eixo logístico considerado essencial para o escoamento da produção mineral e agrícola do estado.
Segundo o parlamentar, apesar do avanço em alguns trechos, o segmento entre Caetité e Ilhéus ainda enfrenta entraves. Ele apontou que o processo de venda da Bahia Mineração (Bamin), responsável pela concessão, tem gerado incertezas e pode impactar o cronograma da obra.
Charles alertou que os obstáculos burocráticos podem adiar a previsão de entrega do trecho, hoje estimada para 2027, para até 2031. Para ele, o cenário representa um atraso significativo para o desenvolvimento da Bahia e do país, caso não haja agilização nas decisões.
O deputado fez apelo à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), ao Ministério dos Transportes e demais órgãos envolvidos para que acelerem os trâmites. Ele defendeu equilíbrio entre segurança jurídica e interesse público, destacando a necessidade de evitar prejuízos aos municípios impactados pela obra.
Charles também mencionou a possibilidade de implantação de um porto seco em Guanambi, proposta que poderia ampliar o papel logístico da região. Segundo ele, o empreendimento reforçaria a posição do município como centro de distribuição de cargas no interior da Bahia.
O parlamentar concluiu afirmando que a FIOL representa um projeto histórico para o estado e não pode continuar atrasada. Ele defendeu que a obra seja tratada como prioridade e que decisões administrativas não comprometam a expectativa de décadas da população baiana.