
O baiano Jamilton Machado dos Santos, natural de Gandu, no sul da Bahia, enfrentou cinco anos de hemodiálise após descobrir uma insuficiência renal em um exame de rotina realizado pela empresa onde trabalhava. Sem apresentar sintomas da doença, ele recebeu o diagnóstico de forma inesperada e iniciou uma longa jornada em busca de um transplante de rim.
Jamilton se mudou para Belo Horizonte em 2018 em busca de oportunidades de trabalho. Pouco tempo depois, quando a filha tinha apenas três meses de vida, procurou o médico da empresa por causa de um cansaço persistente. A expectativa era conseguir alguns dias de afastamento, mas os exames revelaram um problema grave nos rins.
A partir do diagnóstico, o baiano passou a depender de sessões frequentes de hemodiálise para sobreviver. Durante cinco anos, enfrentou uma rotina de tratamento intenso enquanto aguardava a oportunidade de realizar o transplante renal.
A história de Jamilton evidencia os desafios enfrentados por pacientes com doença renal crônica no Brasil. Em muitos casos, a enfermidade evolui de forma silenciosa e só é descoberta em exames de rotina, quando os rins já apresentam comprometimento significativo. Além do tratamento, milhares de pacientes dependem da disponibilidade de doadores e da estrutura do sistema de saúde para conseguir um transplante.