
O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira, teria orientado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a evitar uma aproximação com o senador Jaques Wagner (PT). A informação foi publicada neste domingo (5) pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Segundo a publicação, a recomendação buscava impedir que o presidente fosse atingido pelos desdobramentos das investigações envolvendo o Banco Master.
Conforme a coluna, Sidônio avaliou que a proximidade entre Lula e Wagner poderia gerar desgaste político. O senador baiano foi citado em apurações da Polícia Federal relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro. As investigações analisam a suposta atuação de Wagner em favor de interesses do empresário na Bahia. Até o momento, o parlamentar nega irregularidades e não há condenação contra ele.
Apesar da orientação atribuída ao ministro, Lula demonstrou publicamente apoio ao senador durante um evento realizado na Bahia, na última quarta-feira. Na ocasião, o presidente dividiu o palanque com Jaques Wagner e fez um discurso em defesa do aliado. Lula classificou o senador como um “companheiro de longa data” e afirmou que o considera como um irmão.
Enquanto isso, a publicação afirma que a atuação de Sidônio desagradou integrantes do PT da Bahia. Segundo a coluna, aliados próximos de Jaques Wagner avaliam que a estratégia do ministro não produziu o efeito esperado após a manifestação pública de apoio feita pelo presidente. Nem o Palácio do Planalto nem Sidônio Palmeira comentaram oficialmente o conteúdo da publicação.