
Familiares e amigos se despediram, na tarde de terça-feira (14), do chefe de cozinha Ramon Reis Santos, de 39 anos, conhecido como “Ramon Sushi”, em Jequié. O sepultamento ocorreu mais de três meses após o desaparecimento da vítima. A liberação do corpo aconteceu somente após a confirmação da identidade por exame de DNA. O atraso prolongou a espera da família pelo enterro e marcou a despedida com forte comoção.
Emocionados, parentes acompanharam o cortejo até o Cemitério São Lázaro, em Jequié, onde ocorreu o sepultamento. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Itabuna liberou os restos mortais na manhã de terça-feira (14). Logo depois, o corpo foi encaminhado para a cidade. Amigos e familiares prestaram as últimas homenagens durante a cerimônia, realizada sob clima de tristeza e consternação.
Ramon desapareceu no dia 2 de abril, depois de ser visto pela última vez no distrito de Barra Grande, em Maraú, onde morava e administrava um trailer de comida. Cerca de duas semanas depois, equipes localizaram o corpo em uma área de mata de uma fazenda no bairro Aimbim, também em Maraú. Os restos mortais estavam em avançado estado de decomposição, o que dificultou a identificação da vítima.
Conforme a investigação, dois dias antes do desaparecimento, o chefe de cozinha recebeu em casa um homem que havia saído de Jequié. A principal linha investigativa indica que criminosos procuravam esse hóspede quando foram até a residência de Ramon. Apesar dessa hipótese, a Polícia Civil ainda não esclareceu a motivação do crime nem identificou os responsáveis pelo homicídio.
Enquanto as investigações continuam, a família cobra respostas e maior rapidez na apuração conduzida pela Delegacia Territorial de Maraú. Mais de 90 dias após o assassinato, nenhum suspeito foi preso. Até o momento, a Polícia Civil também não divulgou novas informações sobre o andamento do inquérito, que segue em andamento.