Jaques Wagner tenta vender terreno de R$ 15,8 milhões após operação da PF e negociação é barrada por bloqueio judicial

Um terreno avaliado em R$ 15,8 milhões colocou novamente o senador Jaques Wagner (PT) no centro da Operação Compliance Zero. A tentativa de venda do imóvel ocorreu um dia após a Polícia Federal cumprir mandados de busca e apreensão contra o parlamentar, mas a negociação foi impedida porque o cartório já havia sido comunicado da ordem de indisponibilidade de bens determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. O episódio veio a público cerca de um mês depois e ampliou a repercussão política das investigações.

Segundo a Polícia Federal, a Operação Compliance Zero foi deflagrada em 18 de junho para apurar um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e favorecimento ao Banco Master. Os investigadores apontam que Jaques Wagner teria recebido vantagens patrimoniais e financeiras superiores a R$ 8 milhões, incluindo a suspeita de aquisição de um apartamento de alto padrão por intermédio de um ex-sócio da instituição financeira. A investigação também apura se houve atuação parlamentar para beneficiar o banco, hipótese negada pelo senador.

Além das buscas realizadas pela PF, a Justiça determinou o bloqueio de bens do parlamentar em decisão assinada em 17 de junho pelo ministro André Mendonça. A comunicação da medida aos cartórios ocorreu em 19 de junho, impedindo a transferência do terreno cuja venda havia sido iniciada após a operação policial. Embora a ação da Polícia Federal tenha sido amplamente divulgada no mês de junho, a tentativa de alienação do imóvel só se tornou pública em 18 de julho, reacendendo o debate sobre o caso.

Desde o início da investigação, Jaques Wagner nega qualquer irregularidade e afirma que nunca recebeu propina nem atuou para favorecer interesses do Banco Master. A defesa sustenta que o patrimônio do senador está regularmente declarado à Receita Federal e pediu ao STF a anulação das buscas, alegando falta de fundamentos para as medidas cautelares. Sobre a tentativa de venda do terreno, os advogados informaram apenas que o parlamentar não comentará assuntos que não estejam relacionados à sua campanha eleitoral. Até o momento, o senador não é réu, não há denúncia formal apresentada pelo Ministério Público, e as investigações seguem em andamento no Supremo Tribunal Federal.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Edit Template

Sobre Nós

Somos um portal de notícias dedicado a informar com precisão e imparcialidade. Nosso compromisso é trazer as últimas atualizações e análises aprofundadas sobre os temas que mais importam para você. Acompanhe-nos para se manter sempre bem informado!

 

© 2011 – 2025. Created by Rafael Áquila