
O senador e candidato à reeleição Jaques Wagner (PT) afirmou nesta sexta-feira (24) que a venda de um terreno de sua propriedade foi concluída em 2025 e atribuiu a repercussão do caso ao período eleitoral. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Indaiá FM, após reportagens divulgadas pela imprensa sobre a negociação do imóvel. Segundo reportagem publicada pela Folha de S.Paulo, o terreno teve valorização de 115 vezes e foi vendido por R$ 15 milhões após a construção da Via Metropolitana, rodovia contratada durante a gestão de Wagner como governador da Bahia.
Segundo o parlamentar, a negociação foi formalizada no ano passado e toda a documentação está registrada. Wagner afirmou que recebeu a entrada do pagamento em maio de 2025 e recolheu os tributos referentes à operação. Para ele, é incorreto afirmar que tentou vender o terreno recentemente, já que a promessa de compra e venda e a escritura teriam sido assinadas antes do início da atual disputa eleitoral.
“Eu vendi esse terreno, recebi a entrada em maio de 2025, está tudo registrado e paguei imposto em 2025. É uma palhaçada dizer que eu tentei vender o terreno. Não tentei nada. O terreno já estava vendido, tem promessa de compra e venda e tem escritura”, declarou.
Wagner também relacionou a repercussão do caso ao cenário político e afirmou que já enfrentou acusações semelhantes em outras campanhas eleitorais. Segundo ele, as denúncias feitas em eleições passadas não resultaram em condenações e fazem parte da disputa política.
“Como o meu nome, infelizmente ou felizmente, é doce e essa base de apoio ao presidente Lula é muito forte, aparecem essas histórias em ano eleitoral”, afirmou. O senador também relembrou críticas feitas durante a eleição de 2018 envolvendo as obras da Arena Fonte Nova e disse que o caso foi esclarecido.
Durante a entrevista, o petista comentou ainda que parte do terreno negociado foi atingida pelas obras da Via Metropolitana. Segundo Wagner, a rodovia passou por uma área da propriedade e ele optou por não solicitar indenização pela desapropriação. “Talvez tenha sido a única obra feita na Bahia em que não houve pagamento de desapropriação. A estrada passou pelo traçado escolhido pelos engenheiros, cortou um pedaço do terreno e eu não cobrei nenhuma desapropriação”, disse.
Por fim, o senador defendeu a transparência de seu patrimônio e afirmou que sua vida pública sempre foi acompanhada de perto durante os oito anos em que governou a Bahia. “Fui governador por oito anos. Todo mundo conhece a Bahia. Se eu tivesse uma fazenda ou patrimônio escondido, todo mundo saberia. Estou muito à vontade”, concluiu.