
Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), voltou ao centro das atenções após afirmar ter recebido valores da empresária Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal, como parte de um empréstimo pessoal. Em nota, ele negou qualquer irregularidade e afirmou que a operação não teve relação com suas funções no governo.
Marcola deixou a chefia do gabinete há cerca de duas semanas para integrar a coordenação da campanha de reeleição de Lula. Cientista político, ele era responsável pela organização da agenda presidencial, pelo planejamento de reuniões e viagens e pelo apoio na elaboração de materiais utilizados em compromissos oficiais. Também coordenou as caravanas do petista pelo país antes do terceiro mandato.
Entre 2018 e 2019, durante o período em que Lula esteve preso em Curitiba, Marco Aurélio tornou-se um dos principais interlocutores do ex-presidente. Além de transmitir mensagens a aliados políticos e amigos, ele levava correspondências trocadas entre Lula e Rosângela da Silva, a Janja, conforme relato feito pelo próprio assessor em entrevista concedida à GloboNews.
A empresária Roberta Luchsinger foi alvo da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos irregulares em benefícios do INSS entre 2019 e 2024. Segundo as investigações, as fraudes podem ter causado prejuízos superiores a R$ 6 bilhões. O caso segue sob apuração da Polícia Federal, enquanto Marco Aurélio sustenta que o empréstimo foi pessoal, já quitado e sem qualquer vínculo com atividades públicas.