Pai de santo nega acusações de agressões em rituais e afirma que vídeos foram manipulados

O pai de santo Luiz Nascimento dos Santos, conhecido como “Luiz Curador”, negou as acusações de que teria submetido integrantes de seu terreiro a agressões durante rituais religiosos e afirmou que as denúncias são resultado de uma suposta perseguição. O religioso declarou que imagens divulgadas como prova dos relatos teriam sido manipuladas e informou ter acionado a Justiça para pedir retratação e indenização.

Segundo Luiz Curador, o conflito teria começado após ele se recusar a assinar uma documentação relacionada à autorização de um alvará religioso para uma pessoa que, conforme sua versão, não teria iniciação nem terreiro regularizado. O pai de santo afirmou que, após a negativa, passou a ser alvo de uma campanha para comprometer sua reputação.

O religioso declarou que seu terreiro funciona há 39 anos e que possui o mesmo período de vínculo com a Federação de Umbanda e Cultos Afro da Região de Serrinha (Fucabase). Ele afirmou ainda que a Polícia Civil realizou diligências no local, mas, segundo seu relato, não teria encontrado elementos que comprovassem as acusações.

Em entrevista, Luiz Curador voltou a negar irregularidades nas práticas realizadas no terreiro e afirmou que os vídeos divulgados apresentam interpretações distorcidas dos rituais. Ele também disse que ingressou com medidas judiciais contra os responsáveis pelas denúncias e aguarda novos desdobramentos do processo.

As acusações vieram a público após denúncias feitas por ex-integrantes do Terreiro de Oxóssi, localizado em Araci, que relataram supostas agressões durante cerimônias religiosas. As denúncias apontavam o uso de objetos aquecidos e outras práticas que, segundo os relatos, teriam causado ferimentos.

A Polícia Civil informou que o caso segue em investigação pela Delegacia Territorial de Araci, por meio de inquérito instaurado para apurar suspeitas de lesão corporal dolosa. Depoimentos e demais diligências continuam sendo realizados para esclarecer as circunstâncias dos fatos.

A Federação de Umbanda e Cultos Afro da Região de Serrinha e outras entidades religiosas repudiaram as práticas denunciadas e afirmaram que procedimentos envolvendo queimaduras não fazem parte das tradições das religiões de matriz africana. O pai de santo, porém, mantém a versão de que as acusações são falsas e que busca comprovar sua defesa judicialmente.

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