
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu manter o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, fora do grupo responsável pela condução diária de sua campanha à reeleição. A decisão ocorre após meses de desgastes entre os dois, mas aliados afirmam que o ministro continuará sendo consultado e poderá participar das discussões estratégicas.
Sidônio comandou a comunicação da campanha que reelegeu Lula em 2022 e chegou a demonstrar interesse em deixar o governo para assumir a área de comunicação da candidatura a partir de agosto. O presidente, entretanto, optou por mantê-lo no Palácio do Planalto durante o processo eleitoral.
Nos últimos meses, o ministro também enfrentou divergências com integrantes da equipe presidencial. Entre os episódios citados estão conflitos com o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, além de profissionais responsáveis pelas redes sociais de Lula.
A área de marketing da campanha ficará sob responsabilidade de Raul Rabelo, sócio de Sidônio, com a participação de outros profissionais ligados à comunicação do presidente. Lula teria determinado que não haverá comando compartilhado e que as atribuições de cada integrante serão previamente definidas.
Entre as principais linhas previstas para a estratégia eleitoral estão a comparação entre as gestões de Lula e Jair Bolsonaro, o contraste entre o presidente e Flávio Bolsonaro e a defesa da soberania nacional diante de ações dos Estados Unidos.